Hiperatividade



Ansiedade, inquietação, euforia e distração frequentes podem significar mais do que uma fase na vida de uma criança: os exageros de conduta, diferenciam quem vive um momento atípico daqueles que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Nas famílias e também nas escolas, ainda hoje, algumas crianças são rotuladas de hiperativas sem serem.
É muito relativo o que consideramos normal em uma criança... Desatenção e agitação, são fatores que são avaliados de diferentes formas pelas famílias e pela escola. O que é normal para uma família, pode não ser o esperado na escola ou ao contrário. E isto dificulta o encaminhamento correto e o diagnóstico.
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é uma terminologia usada para descrever uma desordem específica do desenvolvimento exibido por crianças com deficiências em sustentar a atenção, inibir os impulsos e regular a atividade motora nas diversas situações de vida.
O que acontece muitas vezes, é que crianças não Hiperativas, são encaminhadas aos consultórios de psicólogos ou psicopedagogos. E crianças com o transtorno podem demorar em ter o diagnóstico e passarem por repetidos fracassos e frustrações.
A falta de conhecimento das famílias e muitas vezes da escola, acaba muitas vezes gerando esses equívocos.
Por isso, a importância de observarmos nossos alunos, não para rotularmos... Mas sim, para ajudarmos essas famílias e principalmente essas crianças, a terem o tratamento ideal e principalmente, serem tratadas com respeito.
O desconhecimento do TDAH ou Hiperatividade, frequentemente acaba levando à demora no diagnóstico e no tratamento dos portadores, os quais acabam sofrendo por muitos anos.
O que podemos observar, na criança com suspeita de Hiperatividade:

Em casa:

- Chora em demasia quando recém-nascido.
- Sente muitas cólicas.
- Apresenta distúrbio de sono.
- Perda de fôlego.
- Faz birras como bater a cabeça no chão, se morder, puxar os cabelos.
- Bruxismo.
- Sonambulismo.
- Sonilóquio.
- Demora a controlar a urina.
- Comportamento inquieto, teimoso e rebelde.
- Não sabe brincar.
- Corre muito, tropeça, cai.
- Apresenta dificuldades para: vestir, despir, abotoar, amarrar cordão.
- Quase tudo cai das mãos.
- Não presta atenção a detalhes.
- Claridade, ambiente ruidoso e roupas apertadas incomodam.
- Socialmente desinibida, sem reservas e despreocupada.
- Corre muito e sobe em objetos.
- Reclama muito de dores no corpo.
- Culpa os outros por seus fracassos.
- Problemas na orientação esquerda e direita.
- Impressão de que às vezes ouve bem e às vezes não.
- Dificuldade em ouvir em ambiente ruidoso.
- Propensa a se acidentar com freqüência.
- Precisa de muita supervisão.
- Resiste às mudanças, prefere a rotina.
- Mudanças de humor.

Na escola:

- Dificuldade de manter a atenção.
- Não segue as instruções e nem termina as lições.
- Dificuldade em organizar as tarefas.
- Perde objetos com facilidade
- Problema com os sons das palavras.
- Dificuldade de entender palavras e conceitos.
- Troca letras por ordem incorreta ou letras erradas.
- Problemas de linguagem envolvendo a estrutura gramatical.
- Não entende palavras com duplo sentido, piadas...
- Dificuldade em compreender o que lê.
- Dificuldade para distinguir formas e tamanhos.
- Dificuldade de colorir, escrever e recortar.
- Falta estabilidade no uso das mãos.
- Letras e palavras ao contrário.
- Esquece fácil.
- Demora no desenvolvimento da linguagem.
- Dificuldade de se expressar verbalmente.
- Repele tudo o que exige atividade mental prolongada.
- Distrai-se facilmente com estímulos irrelevantes.
- Muda rapidamente de uma atividade para outra.
- Mexe as mãos e os pés com freqüência.
- Tem dificuldade de permanecer sentado.
- Não se envolve silenciosamente em brincadeiras.
- Parece ser movida "a motor".
- Muito sensível a qualquer comentário.
- Está sempre se envolvendo em discórdias.
- Explode com facilidade, mas não é mal humorado.
- Fala muito.
- Responde antes de ouvir toda a pergunta.
- Dificuldade em esperar a sua vez.
- Se intromete nas atividades dos outros.
- É agressiva.
- Obstinada – Inacessível - Insolente.
- Relacionamento inexistente.
- Sociabilidade ruim, faz amizade fácil mas não consegue manter.
- Medidas disciplinares não funcionam com ela.
- Vive isolada.

Após a suspeita de hiperatividade, a criança deverá ser avaliada por um médico especialista em neurologia, que poderá solicitar exames que comprovem o transtorno. O tratamento consiste em adequação das opções educativas, processo de intervenção psicopedagógica, psicológica e a critério médico, indicação de tratamento farmacológico.

 
Escrito por Elaine P. Santos. Por favor, se for copiar, indique a fonte.


 
Referências: TDAH / Hiperatividade

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